pra não ficar na gaveta

domingo, dezembro 28, 2008

 

receita para um poema

inspirado em Waly Salomão


o poema não se escreve
sozinho, essa folha
com as letras já carimbadas
sobre o papel

é preciso um barbante
amarrado no punho
para puxar
palavras

que são teimosas, às vezes
cismam em não pintar
em correr para fora
da borda, pique-esconde
de letras no quarto
meus dedos buscando
nas paredes
o escuro

Comentários:
Olá, minha cara!
Boa tarde.
É a primeira vez que passeio no seu blog e gostei do caráter bucólico -não campestre- de seus poemas.
Faltam olhos a mim para enxergar as coisas como você as vê.

Também tenho um blog. Se der curiosidade, entre.
Abraços
semsugestaodenomes.blogspot.com
 
seus poemas são tão indiscutíveis que me convencem ser Ciências Exatas, mesmo que sob um ângulo de visão pelo qual sou cega, são perfeitos, homogêneos. Na verdade não sei a palavra que os definem, mas eu absorvo todos.
 
parabens pelo lance do JB, vc merece... sabia q seu livro ia ser sucesso :)


alias esse ai de agora nao foge, sempre bons
 
waly ficaria orgulhoso.

o omar já leu esse?

beijo
 
Uma amiga havia indicado este blog. Dei uma boa conferida e posso dizer que gostei.
Parabéns pelos poemas, discursivos e bem coloquiais.
Abraços,
Pedro Lago.
 
Parabéns pelos poemas, pelo prêmio. Lendo você, parece tão simples puxar das palavras a poesia.
Tu és parente de Afonso Romano?
 
...um poema se pinta a dedo
melado de tinta, assim,
as palavras surgem de seus buracos
e dizem o que sentem...

Beijos, querida, beleza de poema.
 
'é preciso um barbante
amarrado no punho
para puxar
palavras'

Lindo, isso! Adorei ler teus poemas, Alice, e fiquei tão feliz com o prêmio! Parabéns!

Foi um imenso prazer visitar este teu blog, deixa um gosto de quero mais.

Com todo carinho, um beijo
da sonia
 
...mas pintou o poema! lindo!
 
Adorei, muito bom, tudo!!!

Se existe receita para aquilo que é instintivo, ela é apenas deixar-se levar e sentir, expor, se expor, descobrir, revelar.

Legal demais. =)
 
Coisa bonita, esse seu fazer poesia.
 
Deliciosamente simples. Leve, leve, levíssimo. Paira sobre a gravidade do instante. É preciso prender a respiração para tamanha delicadeza. Poema maravilhoso.

Abraços do

Wilson Nanini
 
Talvez seja de homenagens que o mundo precise. Ou da simplicidade da anti-receita expressa na leveza das palavras concatenadas. Mas parece que depois desta (poesia), a luz escura da poética não nos abandona. Torna a nós, leitores, mais... poetas.
 
Oi Alice, sou do jornal A TARDE, de Salvador. Queria conversar com você. Não encontrei seu e-mail. O meu é tmendonca@grupoatarde.com.br
beijo.
 
oi...
seus poemas são lindos!
vi um reportagem sua na Muito daqui de Salvador... parabéns, são muito bons!!
 
gostei tanto...é um mimo...
bjs
 
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