pra não ficar na gaveta

sábado, novembro 17, 2007

 
todos os poemas
são inconfessáveis
mas pensando bem
não faz muita diferença
penso que ninguém
revira esta gaveta
à procura de pistas
de que importa um tropeço
na sapatilha ou o cacoete
daqueles que desviam
os olhos
dos olhos?

Comentários:
Todas as cartas de amor são ridículas!
 
it's only natural, né.
mas mesmo assim tenho medo que certas pessoas vejam as coisas que deixo na gaveta de vez em quando. medo das coisas ficarem piores do que já estão, entende?
por isso, é bom esconder as mais confidenciais. =)
 
Acho que todos os poemas são inconfessáveis até mesmo para quem os escreve!

Belos poemas, passarei aqui sempre!

bjos
Raphael
 
Alice, às vezes eu não consigo entender direito o que dissem os poemas, mas de que adianta se eu gosto muito dos seus mesmo assim? Mais uma pessoa que diz que você é muito talentosa :)
beijos, Carol.
 
Acho que, às vezes (ou muitas veses) são inconfessáveis até para o autor...

Beijo!
 
hm, eu nunca tinha pensado por esse lado, por essa psicologia reversa. sem dúvida, quanto mais a gente tranca o sentimento, maior é a vontade de expressar, né. mas às vezes as conseqüências não são lá muito desejáveis. ou então, no caso do amor, a gente teme mesmo sem motivo.
então a gente prende, a gente escreve, a gente guarda na gaveta, a gente conta aos desconhecidos e vira poeta.
 
ah, seu eu tivesse lido isso antes de terminar o pibic da Ana Cristina! tem tuda a ver.
 
Andando por esses caminhos net deparei-me com esse canto, encanto, que seduz e fascina. Expressar sentimentos, de todos os jeitos, sempre vale a pena. Lindos os seus poemas e sua forma de ser, sentimentos. Parabéns

Jacinta Dantas
 
no meio do poema
há uma sapatilha
há uma sapatilha
no meio do poema
 
Olá, Alice. Venho através do Diversos Afins, onde li um poema seu que me chamou muito a atenção. Com certeza os poemas - sem exeção - são inconfessáveis! Valeu!
 
salve os poemas incofessadamente confessáveis, e convessáveis porque inscritos no desejo de todos nós; esses mesmos desejos que nos fazem comuns e singulares, e por isso são tabuizados, vistos e sentidos como estranhos, porque de todos nós, a poesia.
meus parabéns
b
te convido a uma visita
luis
 
completamente inconfessáveis?
há sempre algo que me escapa dentro de um poema.
mas isso deixo pra outros olhos
que captem o que deixei de pegar:
minha atenção tem limites.

gostei do poema no diversos afins
espero que mia reencontre-se, ela me pareceu tão perdida, tão inercial.

:D
 
e não é? a sapatilha
no meio do poema
tira o chão de baixo
dos pés do leitor

é tudo tão interessante...
beijos

ps: um bocado de gente da revista por aqui, né?
 
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