pra não ficar na gaveta

quinta-feira, outubro 18, 2007

 

não existe cidade sem a palavra

não existe cidade sem a palavra.

daqui sou capaz de ver o morro dois irmãos
ou fechar os olhos e sentir o aço
da janela do ônibus, o abraço da sumaúma
no jardim botânico, sou capaz de
sentir o gosto do fim de tarde na praia
de ipanema, (é salgado, o rio de janeiro)
ou do início do dia, na voluntários
da pátria trepidante.
uso todos os sentidos para descrever
a cidade, então não posso dizer que é
a palavra, somente a palavra, que habita
a cidade? posso fechar os olhos, a boca,
mas se deixo um dos sentidos em alerta
já moro aqui, já posso descrever.
é a palavra que tangencia todos os sentidos
é na palavra onde a cidade mora.

Comentários:
Oi, Alice!
Serei leitora assídua do seu blog :)
Beijos, Ana Terra.

www.ocreme.blogspot.com
 
a palavra desembaça os sentidos.
alguns talvez, porque também esconde
o cenário ao fundo do foco.
instigante esse teu poema, Alice...
 
Olá!

A cidade é filha da palavra, realmente.
Gostei muito desse poema.

Beijos!
 
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