pra não ficar na gaveta

sexta-feira, dezembro 01, 2006

 
eu sabia

que mesmo depois que me
despedisse e fechasse
a porta

e descesse todos
os degraus troteando
a escada em espiral

e entrasse no táxi, boa-noite
siga reto, por favor, à
direita, o troco, obrigada
e acenasse para o porteiro

mesmo depois que eu apertasse
o botão do elevador, procurando
o chaveiro na bolsa

abrisse a porta de casa
tirasse os sapatos, os brincos
escovasse os dentes, os cabelos

mesmo depois que eu
dormisse e sonhasse e até a hora
em que acordasse, você ainda estaria

com os olhos
presos
à porta.

Comentários:
minha poeta predileta
 
e nunca chega o meu rio de janeiro. esse ano tá difícil de voltar. portanto escreva.
eu vivo de "se"s.
se eu dissesse que gostei?
beijo, menina.
 
Li, que belo!

continue assim, esse encanto de pessoa e essa promessa na literatura..

beijos!
 
a Bruna Beber deu o toque, confio nas dicas das boas poetas, tô levando esse aqui. abraço.
 
você é incrível!
 
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